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Mais Muros, mais Aquecimento, menos Água: um Mundo em Risco em 2016
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  • Desde o ambiental até a segurança internacional e a chegada da Quarta Revolução Industrial, o Global Risks Report 2016, do World Economic Forum detecta os riscos em ascensão para 2016.

  • É cada vez mais evidente que as interligações entre os riscos estão a tornar-se cada vez mais fortes, por exemplo, as alterações climáticas e a migração involuntária ou a segurança internacional, muitas vezes com impactos vastos e imprevisíveis.

  • A incapacidade para mitigar e adaptar as alterações climáticas é o risco global número um em termos de impacto. A migração involuntária em grande escala está no topo da lista de riscos em termos de probabilidade e é o que aumenta mais rápido, tanto em termos de impacto como em termos de probabilidade. Os ataques cibernéticos são agora considerados o maior risco para a realização de negócios na América do Norte.

  • Leia o relatório completo aqui.

Lisboa, 14 de janeiro de 2016 - Um aumento da probabilidade para todos os riscos, desde o ambiental, ao social, ao económico, ao geopolítico e ao tecnológico, parece destinado a moldar a agenda global deste ano, como afirma o Global Risks Report 2016, do World Economic Forum.

Na pesquisa anual deste ano, quase 750 especialistas avaliaram 29 riscos globais em termos de impacto e probabilidade ao longo de um horizonte temporal de 10 anos. A falha na mitigação e adaptação às alterações climáticas, foi considerado o risco com o maior impacto potencial em 2016. Esta é a primeira vez desde que o Relatório foi publicado em 2006, que um risco ambiental está no topo da classificação. Este ano, foi considerado como tendo um maior potencial de danos do que as armas de destruição em massa (2º), crises de água (3º), migração involuntária em grande escala (4º) e choque grave do preço da energia (5º).

O risco número um em 2016 em termos de probabilidade é, no entanto, a migração involuntária em grande escala, seguida por eventos climáticos extremos (2º), falha na mitigação e adaptação às alterações climáticas (3º), conflito interestatal com consequências regionais (4º) e grandes catástrofes naturais (5º).

Um cenário de risco tão amplo não tem precedente nos 11 anos em que este Relatório tem medido os riscos globais. Pela primeira vez, quatro das cinco categorias - ambiental, geopolítico, social e económico - estão representadas entre os cinco principais riscos com maior impacto. A única categoria não representada é o risco tecnológico, cujo o risco mais elevado é o ataque cibernético, que se encontra na 11ª posição tanto em probabilidade como impacto.

Este cenário tão diversificado chega num momento em que os custos dos riscos globais parecem estar a aumentar. O aquecimento do clima em 2015 poderá provocar o aumento da temperatura média da superfície global para a marca de 1°C, pela primeira vez acima da era pré-industrial.

O número de pessoas deslocadas à força em 2014 situou-se nos 59,5 milhões, de acordo com a UNHCR, quase mais 50% que em 1940. Os dados do relatório parecem demonstrar o aumento da probabilidade de riscos em todas as frentes com todos os 24 riscos, medidos continuamente desde 2014, a aumentar as suas pontuações de probabilidade nos últimos três anos.

Além de medir a sua probabilidade e impacto potencial, o Global Risks Report 2016 também analisa as interconexões entre os riscos. Aqui, os dados sugerem que pode estar a ocorrer uma convergência com um pequeno número de riscos-chave que exercem uma grande influência. Todos os cinco pares de riscos mais interconectados em 2016 representaram mais interconexões do que em 2015. No topo da escala, os dois riscos mais interconectados de 2016 - profunda instabilidade social e desemprego estrutural ou subemprego - são responsáveis por 5% de todas interconexões.

 O conhecimento de tais interconexões é importante para ajudar os líderes a priorizar áreas de ação, bem como para planear contingências. "Nós sabemos que as alterações climáticas estão a agravar outros riscos, tais como a migração e a segurança, mas estas não são de modo algum as únicas interconexões que estão a evoluir rapidamente para afectar as sociedades, muitas vezes de forma imprevisível. As medidas de mitigação contra esses riscos são importantes, mas a adaptação é vital", afirma Margareta Drzeniek-Hanouz, Head of the Global Competitiveness and Risks, do World Economic Forum.

 

Pressionar qual botão de pânico?

Os riscos ambientais tornaram-se proeminentes no cenário global de riscos em 2016, apesar da presença no horizonte de um grande número de outros riscos altamente visíveis. A disparidade de rendimentos, que foi destacada no Relatório de 2014, está este ano refletida nas interconexões crescentes, que envolvem a profunda instabilidade social, tanto o desemprego estrutural como o subemprego e as consequências adversas dos avanços tecnológicos.

"Eventos como a crise dos refugiados e os ataques terroristas na Europa levaram a instabilidade política global para o seu nível mais alto desde a Guerra Fria. Isto está a alargar o cenário de incerteza em relação ao qual as empresas internacionais serão cada vez mais obrigadas a tomar decisões estratégicas. A necessidade dos líderes empresariais considerarem as implicações destes riscos sobre as suas empresas, na sua reputação e na sua cadeia de fornecimento nunca foi tão urgente", afirmou John Drzik, President of Global Risk and Specialties da Marsh.

Os riscos geopolíticos, um dos quais – o conflito internacional com consequências regionais – era o risco mais provável em 2015, também estão presentes: enquanto o conflito interestadual caiu para o quarto lugar em termos de probabilidade, as armas de destruição em massa são o segundo risco mais impactante, um lugar mais alto que no ano passado e a sua classificação mais alta desde sempre no nosso Relatório.

"As alterações climáticas estão a agravar mais riscos do que nunca em termos de crises de água, escassez de alimentos, crescimento económico restrito, coesão social mais fraca e aumento dos riscos de segurança. Enquanto isso, a instabilidade geopolítica está a sujeitar as empresas a projetos cancelados, licenças revogadas, produção interrompida, ativos danificados e movimento restrito de fundos através das fronteiras. Estes conflitos políticos estão, por sua vez, a fazer com que o desafio das alterações climáticas seja ainda mais intransponível - reduzindo o potencial de cooperação política, bem como desviando recursos, inovação e tempo para longe da resiliência e prevenção às alterações climáticas", disse Cecilia Reyes, Chief Risk Officer da Zurich Insurance Group.

Um potencial evento “cisne negro” pode acontecer na área do risco tecnológico. Enquanto os ataques cibernéticos sobem ligeiramente em termos de probabilidade e impacto em 2016 outros, incluindo a falha da infraestrutura crítica de informação, parecem estar em declínio enquanto risco aos olhos dos Especialistas. As crises tecnológicas ainda não tiveram um impacto nas economias, mas o risco ainda permanece elevado, algo que potencialmente pode não ter sido inteiramente avaliado pelos Especialistas. Este parece ser o ponto de vista de um número crescente de líderes empresariais, uma vez que outros nossos estudos de líderes empresariais, que avaliam os riscos associados à realização de negócios, consideram os ataques cibernéticos como sendo o principal risco em nada menos do que em oito países, incluindo os EUA, Japão, Alemanha, Suíça e Singapura.

Segurança internacional no centro das atenções

Além de avaliar a probabilidade e o impacto potencial de 29 riscos globais, o Global Risks Report 2016 analisa em profundidade a forma como o cenário de segurança global poderia evoluir no futuro. O Relatório apresenta os resultados de um estudo de um ano a analisar as tendências atuais e possíveis forças motoras para o futuro da segurança internacional.Através da sua análise das interconexões entre os riscos, o Relatório de 2016 também explora três áreas em que os riscos globais têm o potencial de afectar a Sociedade. Elas são, o conceito do "cidadão (des)empoderado", o impacto das alterações climáticas na segurança alimentar e o potencial que pandemias têm de ameaçar a coesão social.

Riscos para fazer negócio

Pelo segundo ano, o Global Risks Report também fornece dados a nível nacional sobre a forma como as empresas avaliam os riscos globais nos seus países. A análise deste ano descobriu padrões entre economias avançadas e também emergentes. Desemprego e subemprego aparecem como o risco que causa maior preocupação para se fazer negócio em mais de um quarto das 140 economias abrangidas e é especialmente caracterizado como o risco principal em duas regiões, a África Subsaariana, Médio Oriente e Norte da África. A única região onde este fator não está entre os cinco primeiros é a América do Norte. O choque dos preços da energia é o risco seguinte mais generalizado, representado nos cinco principais riscos para fazer negócio em 93 economias. Os ataques cibernéticos, acima mencionados, aparecem entre os cinco principais riscos em 27 economias, indicando a vastidão das empresas em muitos países que já foram afetadas por esta ameaça crescente.

O Global Risks Report 2016 foi desenvolvido com o apoio da Strategic Partners Marsh & McLennan Companies e Zurich Insurance Group. O relatório também contou com a colaboração dos seus consultores académicos: a Oxford Martin School (University of Oxford), a National University of Singapore, o Wharton Risk Management and Decision Processes Center (University of Pennsylvania), e do Conselho Consultivo do Global Risks Report 2016.



 

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